Dia da costureira! História e evolução da profissão.
Comprar o tecido, escolher as combinações, a modelagem e dar asas à imaginação: a arte de costurar conquista muitos adeptos até hoje, seja por diversão ou trabalho. A costura é uma atividade tão presente na humanidade, que se torna difícil precisar, exatamente, o seu início. Os primeiros registros de instrumentos usados como agulhas (que, na época, eram feitos de ossos e marfim) foi há mais de 30 mil anos. A tecelagem também remete a tempos longínquos: mais de cinco mil anos atrás.
Esta arte manual acompanha a história dos hábitos humanos, já que, de acordo com a tecnologia disponível em cada época da história, os trajes ganham novos recursos e sofisticação. Na Idade Média os artesãos passaram a usar não só
os fios, mas também jóias e pedras preciosas nas vestimentas.
O ofício permaneceu como uma arte de especialista, passada de geração em geração para homens e mulheres, até a Revolução Industrial. Nesta fase, como em diversos outros ofícios, a costura ganhou padronização e produção em série, mais rápida e adequada ao crescente mercado consumidor.
O primeiro modelo foi patenteado em 1790 por Thomas Saint, uma máquina de costura para trabalhos em couro, e em 1830 o alfaiate francês Barthélemy Thimonnier patenteou um modelo mais eficiente. Tal invenção foi motivo de raiva para os artesãos que, em 1841, destruíram as oficinas e máquinas do alfaiate, preocupados com a perda de seus empregos.
A profissão, que atualmente é dominada pelas mulheres, por muitos séculos era predominantemente masculina. Até o século 17, as costureiras só podiam retocar e ajustar peças para alfaiates e camiseiros. Em 1865, a Inglaterra foi o primeiro país a reconhecer o trabalho das costureiras, entretanto ela
s não podiam ter seu próprio atelier. Com a revolução industrial veio a padronização da costura. A partir desse momento, toda a sociedade recorria às costureiras para fazer algo diferente do que era produzido até então no mercado.
Mesmo após a sofisticação das máquinas industriais, roupas feitas sob medida continuaram a ser produzidas, tornando-se um produto característico das classes mais abastadas devido ao sentimento de exclusividade. Nessa fase surge o embrião do que seria a alta costura, criando uma cultura própria para o ofício e um importante setor econômico.
A costura acompanha os hábitos mais arraigados da civilização: até pouco tempo atrás, meninas eram instruídas de forma que fossem capazes de fazer, com a ajuda das mães e irmãs, peças para o seu próprio enxoval de casamento.
A invenção da máquina de costura doméstica, em meados do século XIX, proporcionou muita praticidade para os adeptos do ofício realizarem seus trabalhos com mais rapidez e eficiência.
O Dia da Costureira é celebrado anualmente em 25 de maio. As costureiras não são simples profissionais, também podem ser consideradas verdadeiras artistas!

